Cinco livros que não terminei

Hoje venho falar de cinco livros que, por uma razão ou por outra, comecei e não terminei. Porque, vamos dizer a verdade, acontece a todos. E a mim, muito honestamente, custa-me imenso perder tempo a ler um livro que não me agrade totalmente, com tantos livros óptimos que há para ler por aí. Bem…vamos a isto?

 

O País do Medo – Isaac Rosa

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O país do medo é um lugar imaginário onde se tornaria realidade tudo o que tememos. Carlos sabe bem como seria o seu; vive assustado. Os seus temores são muito comuns: ser espancado, ser assaltado, que entrem em sua casa enquanto dorme, que raptem o filho; mas também teme a agressividade dos vizinhos, os adolescentes violentos, os pobres, os estranhos. Sabe que são temores exagerados, inclusive infundados. E, no entanto, não consegue evitá-los. O seu medo, até então secundário, ocupará um lugar central quando se vir envolvido numa situação de conflito: um pequeno incidente na escola do filho, que poderia ser solucionado de maneira simples, complica-se devido à sua incapacidade de tomar decisões. Carlos dará, então, início a uma fuga daí para a frente, onde cada mentira, cada passo em falso, fará com que se sinta cada vez mais ameaçado. Agora, o facto de eu não ter terminado este livro não é porque ele seja mau. É porque ele é tão bom que eu estava verdadeiramente irritada com aquela personagem, Carlos, de tal forma que só me apetecia mesmo dar-lhe um abanão, um par de estalos e mandá-lo fazer-se à vida. Provavelmente, o livro que mais me irritou até hoje, ao ponto de eu desistir dele.

 

Todos os Pássaros do Céu – Evie Wyld

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Em Todos os Pássaros do Céu conhecemos Jake Whyte que é a única habitante de uma velha quinta localizada numa ilha britânica, um lugar fustigado por chuvas infindáveis e ventos cortantes onde vive sozinha com o seu desobediente cão, Dog, e um rebanho de ovelhas. Foi assim que Jake escolheu viver. Mas algo anda a atacar as ovelhas – aparece certas noites, apanha um dos animais e deixa-o completamente desfeito. Pode ser qualquer coisa. Há raposas nos bosques, um rapaz e um homem estranhos, rumores da existência de um ser obscuro e terrível. E há ainda o passado desconhecido de Jake, imiscuindo-se no presente, uma história deixada a muitos quilómetros e anos de distância, numa paisagem de cores e sons diferentes, uma história inscrita nas cicatrizes que lhe marcam as costas. Deste livro eu desisti quando estava mesmo quase quase a terminar, mas de facto não aguentei mais. Se quiserem podem ver o que disse sobre ele neste post. A verdade é que aquela protagonista não fez sentido absolutamente nenhum para mim.

 

O Rei do Inverno – Bernard Cornwell

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Uther, Rei Supremo da Bretanha, morreu, deixando o seu filho Mordred como único herdeiro. Artur, o seu tio, um leal e dotado senhor de guerra, governa como regente numa nação que mergulhou no caos – ameaças surgem dentro das fronteiras dos reinos britânicos, enquanto exércitos saxões preparam-se para invadir o território. Na luta para unificar a ilha e deter o inimigo que avança contra os seus portões, Artur envolve-se com a bela Guinever num romance destinado a fracassar. Poderá a magia do velho mundo de Merlim ser suficiente para virar a maré da guerra a seu favor? Eu queria muito ler esta trilogia porque adoro a lenda do rei Artur, mas a verdade é que não me conquistou. Mal comecei. Não acho de forma nenhuma que seja um livro mau, muito pelo contrário, é um excelente livro. Apenas cheguei à conclusão que não é o meu género de leitura.

 

História da Menina Perdida – Elena Ferrante

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A História da Menina Perdida é o quarto volume da história da Amiga Genial, de que falei aqui e aqui. Agora, se me perguntarem se eu estava a gostar da história, eu respondo que estava a A.D.O.R.A.R.!! É a mais pura verdade, são livros fantásticos! O problema é que eu estava a gostar tanto que li os primeiros volumes muito depressa e todos de seguinte e então…cheguei a este livro e criei uma “ressaca literária” a esta história. Simplesmente, li demasiado depressa e agora preciso de uma boa pausa.
Neste livro, deixando o marido em Florença, Elena volta a Nápoles para viver com Nino Sarratore, esperando que este se separe da mulher. É agora uma escritora reconhecida e procura escapar ao ambiente conflituoso do bairro onde cresceu e a sua família continua a viver. Evita encontrar Lila. Mas as duas amigas de infância não conseguem manter-se distantes e acabam mesmo por engravidar ao mesmo tempo, o que lhes permite reencontrar, por algum tempo, a passada cumplicidade.

 

A Questão Finkler – Howard Jacobson

Wook.pt - A Questão Finkler

Livro Físico

Julian Treslove está em plena crise de identidade. Ele não tem uma opinião muito concreta sobre a circuncisão, o conflito entre Israel e a Palestina, ou os monumentos ao Holocausto – na verdade, sobre todo e qualquer aspeto da cultura judaica dos nossos dias. Mas o verdadeiro problema com a identidade de Julian é não ser judeu – não que esse pequeno pormenor o impeça de viver obcecado com o judaísmo. No início do livro Julian, de 49 anos, acaba de sair de um jantar com o seu colega dos tempos de escola Sam Finkler e do antigo professor de ambos, Libor Sevcik. Sam e Libor, ambos judeus, perderam recentemente as suas esposas. O passado de Julian com as mulheres é um pouco diferente: nunca se casou e tem dois filhos adultos que sempre ignorou. No meio dos seus devaneios, enquanto regressa a casa, acaba por ser assaltado por uma mulher que, ao partir, lhe chama Judeu – ou pelo menos foi isso que lhe pareceu ouvir. A partir desse momento, o seu sentido de identidade começará a transformar-se radicalmente…
Falei deste livro neste post e a minha opinião continua igual. Eu ainda acho que este é um livro muito, muito bom, mas em que eu peguei no momento errado da minha vida. O livro continua na minha estante, só à espera do momento certo. Há-de chegar!

2 comments

  1. Curioso teres nomeado um dos livros que mais me marcaram.

    E efectivamente é como referes, quando não é o nosso género, pouco ou nada há a fazer, não conseguimos. Eu sei o que isso é porque já foram incontáveis os livros que deixei a meio, no início ou quase no fim, porque forcei, forcei, mas não deu.

    Este o “Rei do Inverno” é o primeiro livro de uma trilogia que é qualquer coisa de fabuloso. Já a li (trilogia) por três vezes, assim como praticamente toda a extensa obra de Bernard Cornwell que, para mim, é simplesmente o melhor romancista histórico, pois para além de saber contar uma História assente em factos reais, consegue preencher os espaços vazios de uma forma coerente, ou seja, não inventa porque sim, cria segundo a lógica fornecida pela própria História. E depois a narrativa de batalhas e confrontos é impressionante o realismo.

    Mas pronto, gostos não se discutem.

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    • Olá! 🙂 sim, eu tenho lido criticas excelentes a essa trilogia, por isso mesmo é que decidi arriscar mesmo não sendo o meu género. Mas pronto, quando não dá não dá. Quem sabe daqui a uns anos…

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