Os piores livros que já li

Não costumo falar muito sobre os piores livros que já li, primeiro porque gostos são gostos e lá por eu não ter gostado não quer dizer que ninguém goste; e depois porque não gosto de falar mal de livros independentemente do que sejam. Ainda assim resolvi trazer aqui o tema hoje, mais numa tentativa de vos pôr a dar umas risadinhas do que de vos tirar a vontade de ler. Se ferir susceptibilidades, peço desculpa! E boas leituras 😉

 

O País do Medo – Isaac Rosa

Wook.pt - O País do Medo

Este livro conta-nos a história de Carlos, um homem que é exactamente como qualquer um de nós, apenas com uma diferença: Carlos tem medo. Muito, muito medo. Medo de tudo. Venceu em 2009 o Prémio de Melhor Romance pela Fundação José Manuel Lara e eu admito, se não gostei deste livro não foi por ele estar mal escrito, pelo contrário. Ele está tão bem escrito que me deu uma tremenda vontade de pegar em Carlos, lhe dar dois pares de estalos e dizer-lhe para deixar de ser cobarde. Foi um livro que quase me deu um ataque de nervos de tanta vontade que tinha de bater naquela personagem. E foi por isso que não gostei, Carlos é demasiado irritantemente cobarde. Pronto.

Zonas Húmidas – Charlotte Roche

Wook.pt - Zonas Húmidas

Mais uma vez, não é que o livro esteja mal escrito, de forma nenhuma. Na verdade, ele está excepcionalmente bem escrito. É um daqueles livros que mal começamos a ler e já estamos longe, lá onde a história se passa, a ver tudo acontecer. É extremamente visual. Deixamo-nos levar pela história, esquecemos tudo o que está à nossa volta e vemos Helen. O problema é a história em si. Aqui conhecemos Helen, uma rapariga de 18 anos que está no hospital para ser operada às hemorróidas. E é ninfomaníaca. Completa e absolutamente ninfomaníaca. E quando um enfermeiro “jeitoso” entra na história, então…já não há volta a dar.

Remédios Literários – Ella Berthoud

Wook.pt - Remédios Literários

Sim, todos sabemos que uma boa leitura traz imensos benefícios. Mas na minha humilde opinião, este livro vai um pouco longe de mais. Em género de enciclopédia por ordem alfabética de maleita, recomenda remédios literários para tudo, até para quando se bate com o dedo do pé nos móveis. Se dói? Dói sim senhora. Se eu acho que isso se cura com um livro? Obviamente que não. Admito que fiquei bem longe de o ler por completo, mas o pouco que li deixou-me com um amargo sabor de tempo desperdiçado. Com tanta coisa boa para se ler que anda por aí…

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