Cinco livros póstumos que vale a pena ler

Livros póstumos são os livros publicados após a morte do escritor. Hoje reparei que nunca falei deste tema aqui no blog e, por isso, aqui está uma lista com cinco livros póstumos que vale bem a pena ler. Querem saber quais são?

Persuasão – JaneAusten

Wook.pt - Persuasão

Persuasão é o úlimo romance acabado de Jane Austen, sendo que a autora morreu em 1817 e a obra foi publicada em 1818. Em Persuasão, aos vinte e sete anos, Anne reencontra o ex-noivo, agora um oficial da marinha, interessado na sua vizinha, Louisa Musgrove, que é também cunhada de Anne. Anne percebe que ainda ama Wentworth e tem de lidar com a convivência num ambiente em que ele se torna frequente e com a possibilidade de ser deixada de lado em favor de Louisa. É apenas quando Anne reconhece os seus sentimentos íntimos como verdadeiros, que a persuasão se completa.

 

Claraboia – José Saramago

Wook.pt - Claraboia

Livro lançado cerca de um ano e três meses após a morte do autor. No ano de 1952, durante a primavera, as histórias de moradores de um prédio numa rua humilde de Lisboa desenvolvem-se e entrelaçam-se. Um sapateiro, a sua mulher, um caixeiro viajante com a sua esposa estrangeira e um filho vivem no andar térreo; um empregado da tipografia de um jornal e a sua esposa e mais uma “mulher misteriosa” vivem no primeiro andar e, por fim, um empregado de escritório e a sua mulher e filha vivem no segundo e último andar. Através destas personagens, a história vai-se desenvolvendo e Saramago tece mais um livro onde reflecte sobre a conduta humana e os efeitos dela na sociedade.

 

O Processo – Franz Kafka

Wook.pt - O Processo

Um belo dia, Josef K., um bem-sucedido gerente bancário, é subitamente preso no seu próprio quarto, sem saber porquê nem por quem. Vê-se então envolvido num labiríntico e absurdo processo que decorre secretamente em obscuras secretarias instaladas em sótãos, conduzido por juízes menores que têm a mera incumbência de o inquirir.

 

O Primeiro Homem – Albert Camus

Wook.pt - O Primeiro Homem

O manuscrito por terminar de O Primeiro Homem foi descoberto nos destroços do acidente de automóvel que vitimou Albert Camus, em 1960. Embora tenha permanecido inédito durante mais de trinta anos, tornou-se um bestseller imediato quando finalmente foi publicado em 1994. O «primeiro homem» é Jacques Cormery, um rapaz que vive uma vida sem igual. O escritor francês, Nobel da Literatura em 1957, convoca o panorama, os sons e as texturas de uma infância circunscrita pela pobreza e pela morte de um pai, mas redimida pela beleza austera de Argel, pelo amor que Jacques tem à mãe e à avó, e por um professor que transformará a sua visão do mundo. O mais autobiográfico de todos os romances de Camus – que lhe chamou o seu Guerra e Paz e é ele próprio Jacques Cormery – oferece ao leitor um olhar singular sobre a vida do autor e sobre os temas poderosos transversais a toda a sua escrita: a consumação brilhante da vida e obra de um dos maiores romancistas do século xx.

 

Vento Suão – Rosa Lobato de Faria

Wook.pt - Vento Suão

Quando faleceu, a 2 de Fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução – primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido. Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais “a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo.” (Eugénio Lisboa)

 

 

 

 

 

 

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