O Aleph – Paulo Coelho

“- Aprendemos no passado, mas não somos fruto disso. Sofremos no passado, amamos no passado, choramos e sorrimos no passado. Mas isso não serve para o presente. O presente tem os seus desafios, o seu mal e o seu bem. Não podemos culpar o passado nem agradecer-lhe pelo que está a acontecer agora. Cada nova experiência de amor não tem absolutamente nada que ver com as experiências passadas: é sempre nova. […] Alguém pode fazer com que o amor pare no tempo? – questiono. – Podemos tentar, mas transformaremos a nossa vida num inferno. Não estou casado há mais de duas décadas com a mesma pessoa. Isso é mentira. Nem ela nem eu somos os mesmos, por isso a relação continua mais viva do que nunca. Eu não espero que ela se comporte como quando nos conhecemos. Ela tão-pouco quer que eu seja a mesma pessoa que era quando a encontrei. O amor está além do tempo.”

 

Neste livro Paulo Coelho traz-nos mais uma vez uma história profundamente espiritual e recheada de sentido, desta vez através da sua própria experiência de peregrinação.

Numa fase da sua vida em que se sente vazio de fé Paulo percorre três continentes (Europa, África e Ásia) em busca de um sentido, numa tentativa de recuperar a paixão e o entusiasmo que lhe faltam. Ao longo dessa viagem encontra várias pessoas, leitores e completos desconhecidos, cada um com um contributo diferente para esta viagem em busca de si mesmo.

Grande parte dos livros deste autor são sobre dois temas principais: o amor e a fé.
E ele consegue falar sobre eles, escrever livro atrás de livro, sempre sem se repetir.
É mais difícil do que parece, muitos poucos autores o conseguem fazer. Não há um livro que seja igual ao outro, não há duas personagens que quase pudessem ser a mesma. Cada livro, cada personagem, cada detalhe é único, mesmo quando dois livros têm um tema parecido.

Isso é algo que gosto neste autor. Nunca nos cansamos, nunca sentimos que estamos a ler mais do mesmo. Nunca sabemos exactamente o que esperar quando sai um livro novo.

Depois, o dom da escrita que poucos tem como ele, de escrever com poesia mesmo quando o que se diz é um pouco mais duro. E o dom de falar do amor e da fé sem medos, de o associar aos nossos dias sem soar estranho e de dizer grandes verdades como se vi-se o mundo mais nítido.

Livro recomendado!

Livro na Wook

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