Os livros não lidos

Bem, este assunto é um pouco incriminatório, mas eu sei que muitos leitores se vão identificar. Sabem aquele livro que compraram certo dia, porque queriam muito ler, porque estava barato ou só porque a capa vos chamou a atenção, mas que nunca leram?

Na realidade até somos bem intencionados, queremos realmente lê-los, ou não fossemos nós leitores apaixonados. Mas é a correria do dia a dia, o tempo que é pouco para tantos afazeres e tantos livros, são as outras leituras que por esta ou aquela razão vão passando à frente…

Bem, eu hoje ganhei coragem e vim aqui confessar este meu pecado: eu tenho sim livros não lidos na minha estante. Alguns à bastante tempo! Felizmente não são muitooossss, mas já dá para uma pessoa se sentir culpada.

E que livros são esse, afinal?

Jorge Amado

Que livro do Jorge Amado, perguntam vocês. Para dizer a verdade, quase todos.

São estes os que mais me doem. Eu recebi de prenda, há já muito tempo, uma colecção inteira de livros deste autor. Li apenas um. E se eu acho que vou gostar destas leituras? Eu acho, eu realmente acho que ia adorar. Mas nunca foram para a frente e nem sei bem explicar porquê. Simplesmente há sempre outros livros que vão passando à frente e aqueles por ali vão ficando.

Um dos meus objectivos literários para 2018 é ler pelo menos 2 ou 3 livros daquela colecção. Vamos ver se é desta…

 

Sementes Mágicas – V. S. Naipaul

Eu comprei este livro numa feira do livro porque realmente gostei da premissa dele. Mas como já disse aqui no blog, eu sou uma pessoa bastante distraída e não me apercebi que a história da personagem principal já vem de outro livro anterior. Livro esse que não tenho e que entretanto resolvi que ia ler primeiro que este.

Obviamente que até agora não o li, não o comprei nem nada. Mas o dia há-de chegar!

Segundo a sinopse este livro conta a história de Willie Chandran um protagonista insatisfeito e autodestrutivo que deixa a mulher e a vida que levava em África para voltar à sua terra natal, na Índia e integrar um movimento em prol das castas inferiores oprimidas.

 

 

A Educação de Felicity – Marion Chesney

Este livro conta a história das irmãs Amy e Effie Tribble, numa época em que para as mulheres havia apenas duas opções: casar ou esperar receber uma herança. Ora como estas irmãs parecem não ter sorte nem numa coisa nem noutra, decidem optar por uma terceira opção:  educar e apresentar algumas jovens consideradas “mais difíceis” à sociedade, para lhes arranjar casamento.

É então que conhecem Felicity, que nem a mãe consegue controlar. Conseguirão estas irmãs o resultado pretendido?

Eu ainda não li este livro, mas por uma razão bastante válida. É que este é mesmo aquele género de livros que eu adoro ter como “leitura de Verão”. Ora, ele chegou cá a casa já no Inverno, e ainda estamos no Inverno. Então ele está ali, só à espera que cheguem as férias e o calor…

Onde vais Isabel? – Maria Helena Ventura

Mais um livro que está à espera do Verão para que eu o leia. Manias de leitor? Sim, sem dúvida.

Este livro conta a história da Rainha Santa Isabel, a rainha do povo, da sua vida e do seu casamento com D. Dinis. Uma das personalidades da história de Portugal de que mais gosto.

Viagem sem regresso – Kati Gardner

 

Este livro conta a história de Gemma e Esther, duas amigas que decidem fazer uma viagem juntas. Ambas partem, mas só uma regressa.

Seis anos depois da morte de Gemma, a tragédia ainda ensombra Esther. Neste livro vemos a sua tentativa de lhe dar algum sentido, a sua busca por resposta.

Para dizer a verdade eu comecei a ler este livro. É francamente, um livro muito bom. Mas então portei-me mal, comecei a ler outro no meio e acabei por não terminar este. Sei que agora, quando lhe pegar, vou ter que reler tudo de novo, mas isso até que me agrada.

3 comments

  1. Eu tenho dezenas de livros por ler e muito provavelmente nunca irei ler.
    Dos que referes, sublinho Jorge Amado. Já li vários e gostei de todos. Pessoalmente considero-o um escritor genial.

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      • Adorei a “Gabriela Cravo e Canela”, “Capitães de Areia” e “Dona Flor e seus dois maridos”.

        Todos eles diferentes.

        Gabriela é um retrato da Bahia dos anos 50, a cidade onde Amado vivia e nos anos que ele cresceu.

        Capitães da Areia fala sobre os meninos de rua que, para sobreviver, fazem de tudo, inclusive roubar e matar mas onde a amizade sobressai.

        Dona Flor é igualmente sobre a Bahia mas é uma sátira e sempre me pareceu um pouco uma espécie de Autobiografia do Jorge Amado, pese embora ele nunca tenha admitido.

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