Anne tem 16 anos e a única pessoa que conheceu até agora é o homem a quem chama de pai. Vive fechada no quarto, com grades na janela e uma porta que não pode abrir, tudo para impedir que o Wildling entre. Mas o que será, afinal, esse Wildling?
Quando o pai de Anne se suicida a jovem acorda, finalmente, no seio da sociedade. Uma cama de hospital, uma escola nova e uma policia que decide tomar conta dela enquanto o processo decorre. Mas é então que coisas estranhas começam a acontecer com Anne…
Não vou dizer que a história é surpreendente. Conseguimos adivinhar o que se vai passar praticamente desde o inicio. Também não vou dizer que é assustadora. Este filme tem mais de drama que de terror.
Ainda assim não é mau de todo. Duas, três estrelas.
Anne é uma personagem estranha, mas cativante na sua estranheza. Acabamos a gostar dela e a torcer por ela mas, por outro lado, também a torcer pelos outros. Uma dualidade bem/mal que nos lembra que nem tudo é sempre preto no branco, que ninguém é totalmente bom nem totalmente mau.
Recomendado mas sem grandes expectativas. Eu diria que é um filme razoável para ver em casa, mas que não merece a ida ao cinema.