Ler é caro? Dicas para ler sem gastar muito

Vamos ser sinceros. Os livros são caros?

Para as editoras que têm de pagar ao autor, ao revisor, ao tradutor, que tem de pagar a publicação e o marketing…não, os livros não são caros.

Para os leitores que recebem um salário português (ou nem isso), que se pudessem liam livro atrás de livro, que gostavam de ter sempre a estante cheia de novidades….sim, ler é caro. Muito caro.

Eu sou a favor da compra de livros. Primeiro porque isso é um mercado como outro qualquer e as editoras, os autores e todos os que trabalham para a construção daquele livro, merecem ser pagos pelo seu trabalho. Depois porque nada sabe melhor a um leitor do que ter a sua própria estante cheia dos seus próprios livros.

Mas todos nós, enquanto leitores, sabemos que isso nem sempre é possível. Então, o que podemos fazer para ler sem gastar muito?

  1. Livros emprestados

As bibliotecas são as melhores amigas de qualquer leitor. Se há coisa que me surpreende é quando uma pessoa reclama que não lê porque “ler é caro” mas quando lhe perguntam se vai à biblioteca a resposta é “nunca fui”.

Em Portugal a maioria das bibliotecas têm já um catálogo bastante grande e variado, que na grande maioria das vezes pode até ser consultado online. Assim não precisa de ir lá para saber se tem o livro que quer. Mas eu recomendo sempre que vá, até porque acaba sempre por se encontrar algum outro livro que não estava à espera e que vai querer de certeza ler!

Ir às bibliotecas é gratuito, assim como requisitar livros, ou pelo menos assim ditam os objectivos das mesmas. Por vezes existe um valor simbólico quando se faz o cartão de leitor, algo do género 2€ ou 3€, que se paga da primeira vez e se pode requisitar livros para sempre. Já imaginou, poder ler os livros que quiser por 2€? Mas em 99% das bibliotecas deste nosso país, felizmente, já nem isso se paga. Algumas até têm depósito legal ou seja, recebem TODOS os livros que são publicados em Portugal. Pode ler TODOS os livros que quiser sem pagar! Já imaginou?

Ah, e se a biblioteca da sua zona não tiver o livro que quer, pergunte se fazem empréstimos inter-bibliotecas. É quando uma biblioteca não tem o livro que lhe foi pedido mas o pede a outra. Pode ter que esperar algum tempo que o enviem, mas vale a pena.

Outra opção além das bibliotecas é o empréstimo entre leitores. Familiares e amigos são sempre a opção mais óbvia, se entre eles também houver leitores. Outra opção são os sites como o Book Crossing, que defende a partilha de livros.

   2. Livros em segunda mão

Esta é uma óptima opção para quem não pode (ou não quer) gastar muito mas gostá de ter a sua própria estante cheia dos seus próprios livros. Pode não resultar se o que procura é a grande novidade do momento pois ou não o vai encontrar ou vai encontrá-lo praticamente ao mesmo preço de livraria, e aí não compensa. Mas se o que procura já não é “de hoje”, pode ser que tenha sorte.

Há algumas coisas que não se deve esquecer quando vai comprar livros em segunda mão online, como:

  • Peça fotos dos livros. Da lombada, dos cantos, de algumas páginas. E certifique-se de que as fotos são reais.
  • Veja se existe feedback do vendedor e se esse feedback é bom. É claro que há vendedores novos de confiança que ainda não têm feedback, mas este é um ponto essencial. Se o feedback for mau, não arrisque! Vai acabar por encontrar o mesmo livro noutro sitio qualquer.
  • Se o livro tiver de ser enviado por correio recomendo uma destas duas opções: se não quiser gastar muito, tem os portes à taxa livro, uma opção que os ctt têm para promover a leitura. A única condição é que não exista mais nada dentro do envelope além do livro e que não exista nada escrito à mão no livro. Se preferir privilegiar a segurança peça que lho enviem antes em correio registado. É um pouco mais caro, mas tem um código de rastreio, que impede que o livro se perca.

Tem ainda a opção de comprar livros em segunda mão presencialmente, seja em “vendas de garagem”, feiras de antiguidade, alfarrabistas, etc. Dá uma grande dor de alma ver bibliotecas pessoais que pessoas construíram durante vidas inteiras serem vendidas a peso pelos seus herdeiros mas é uma grande oportunidade para qualquer leitor.

   3. Troca de livros

Esta é parecida com a última, com a diferença de que em vez de pagar pelo livro que quer, você envia um livro seu em troca. Pode ser um pouco mais difícil negociar porque às vezes quem tem o que nós queremos não quer o que nós temos e quem quer o que nós temos não tem nada do que queremos. Mas a pouco lá se vai conseguindo.

Existem vários sites de troca de livros, basta pesquisar no google. Uma boa dica, repito, é sempre ver se a pessoa com quem estamos a negociar tem feedback e se o feedback é bom. Também existem vários grupos de troca de livros em redes sociais como o facebook, que são os mais utilizados agora.

E, depois, claro está, pode sempre trocar livros com amigos, familiares, vizinhos… quem sabe até mesmo organizar uma feirinha de troca de livros aí na zona?

   4. Livros de bolso

Eu sei que muitas pessoas não gostam de livros de bolso, porque são mais compactos, não têm a história toda, não têm a mesma qualidade…

Bem, primeiro, o grande mito: livros de bolso têm a história toda sim, têm a história integral.

São mais pequenos porque as letras são mais pequenas, a fonte é diferente e o tamanho das margens também. Podem não ser muito agradáveis para pessoas com problemas de visão, que tenham dificuldade em ler este tipo de letras. Mas apenas isso.

É claro que eu não acho que a qualidade seja exactamente a mesma. Mas na minha opinião, vale a pena. Primeiro porque são mais baratos e depois porque cabem na mala! Para leitores que, como eu, gostam de andar sempre com um livro (ou dois!) atrás, este género de formato compensa sim. Baratos e fáceis de transportar? Que poderia pedir mais?

 

    5. Ebooks

Eu, como muitos leitores, fiquei um pouco de pé atrás com esta nova moda dos livros em formato digital. Afinal, não é o mesmo: não tem o mesmo cheiro, não tem o mesmo toque, não é como sentir o papel real entre os dedos.

Mas vamos ser realistas. É mais fácil de ler e transportar, é mais barato, não origina destruição de árvores (pois, que o papel vem das árvores) e é bastante mais ecológico.  Menos pegada ecológica e mais livros para ler. Nada mau.

Pode comprar os ebooks nos próprios sites de venda de livros e até já há alguns sites (legais) para download grátis de livros. Um ebook comprado num desses sites costuma rondar os 10€ em média, cerca de metade do preço médio de um livro em papel. E não ocupa mais espaço em casa. Compensa?

Um investimento para quem gosta deste novo hábito de leitura são os chamados kindle. Pode ser um pouco caro o investimento inicial, mas com o tempo, se realmente o usar, acaba por compensar.

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