“Acreditava em Deus, mas não queria acreditar num Deus que punia o amor. No fim de contas, não devia Deus ser a personificação do amor? Porque motivo amar outra pessoa podia ser pecaminoso e porque era o amor físico tão terrível que alguém tinha de ser castigado? “
Nesta história conhecemos Anna, uma mulher londrina que após um longo casamento vê tudo aquilo em que acreditava ser posto em causa quando o marido lhe confessa ter uma amante. Numa tentativa de clarear as ideias parte com o pai para a ilha grega de onde a sua família veio. Aí, vai voltar a encontrar o amor, conhecer novos caminhos e descobrir as histórias das pessoas que a rodeiam e da sua própria família. Vai perceber que a realidade é muitas vezes mais dura do que parece.
Quando li a sinopse deste livro fiquei na dúvida: teria ele um significado, uma moral mais profunda? Ou seria só um mero romance para ler à beira-mar, doce como água com açúcar?
Não tem, verdade seja dita, nenhum significado intrincado e profundo. É um romance de leitura fácil, ligeiro e doce, para ler nas férias de Verão à beira-mar. Nada muito complicado, sem grandes questões existenciais. É mesmo assim uma boa leitura para quem procura algo mais fácil de ler.
A história é boa, a conversa sobre o amor e as várias formas como se mostra também. Serve para nos lembrar que nem sempre tudo é preto no branco e que o amor é mesmo uma coisa complicada.
No geral, e mesmo não sendo este o meu género preferido de leituras, é um bom livro para este Verão. Leve e doce, como se quer com as histórias de amor, consegue sair um pouco da mesmice básica que às vezes se encontra neste género de livros. É interessante a forma como cada personagem reage à sua própria maneira aos problemas que lhe vão surgindo e algumas delas têm histórias de vida realmente interessantes.
Livro recomendado!