A Senhora da Magia – Marion Zimmer Bradley

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“E então, sem saber porquê, lembrou-se que o próprio renascimento – a vida humana – é que era considerado o castigo. Curvou os lábios num sorriso, pensando: É castigo ou recompensa, viver neste corpo? Pois pensando no súbito despertar do seu corpo nos braços do homem que era, ou seria, ou tinha sido outrora, Uther Pendragon, sabia, como nunca o soubera antes, que apesar do que os sacerdotes diziam, a  vida, quer fosse nascimento ou renascimento, neste corpo, era uma recompensa suficiente.”

” – Saber-se que se é ignorante é o início da sabedoria. Assim, quando se começa a aprender não se tem de esquecer tudo aquilo que se pensava saber. Deus tem vários nomes, mas é o mesmo em toda a parte; e assim, quando rezas a Maria, Mãe de Jesus, estás a rezar, sem o saberes, à Mãe do Mundo numa das suas muitas formas. O Deus dos padres e o Deus dos Druidas são o mesmo, e é por isso que Merlim ocupa, por vezes, o seu lugar entre os conselheiros do Rei Supremo; ele sabe, mesmo que eles não o saibam, que Deus é Um só.”

 

Imagem relacionadaMarion Eleanor Zimmer Bradley foi uma escritora norte-americana de romances de fantasia e ficção científica. Nasceu a 3 de Junho de 1930 em Albany, Nova York e faleceu a 25 de Setembro de 1999 em Berkeley, Califórnia. Nascida no seio de uma família muito pobre, teve de começar a trabalhar muito cedo. Aos 16 anos ganhou a sua primeira máquina de escrever e começou a escrever romances sensacionalistas para se sustentar. Vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem. Escreveu mais de meia centena de livros, entre os quais As Brumas de AvalonPresságio de Fogo/Incêndio de TrofaA Casa da Floresta e os livros da série Darkover.

A Senhora da Magia é o primeiro volume da tetralogia As Brumas de Avalon, que retrata a vida do Rei Artur sob o ponto de vista das mulheres da história. Neste primeiro volume conhecemos as circunstâncias do seu nascimento, profetizado, e da sua coroação, anos depois, pelos olhos da sua irmã Morgaine, da sua mãe Igraine e das suas tias Viviane e Morgause.

Eu comecei a ler estas obras há uns bons anos atrás, e estava empolgadíssima, a adorar. Devorei os dois primeiros livros em menos de uma semana e quando parti para o 3º resolvi abrir o livro numa página ao calhas, só por curiosidade. Que mal poderia haver, não é? Houve, que calhei no parágrafo exacto em que a minha personagem favorita estava a ser morta com machadadas na cabeça pelo próprio filho. O choque foi tal que não cheguei a acabar a série.

Agora, achei que estava pronta para voltar e devo dizer que não me desiludi. Já não me lembrava totalmente da história, então comecei novamente pelo primeiro volume e estou tão agarrada como da última vez.

As Brumas de Avalon são uma história empolgante, que nos agarra do início ao fim, repleta de magia e sentimentos. As personagens são tão realistas que tão depressa as adoramos como estamos totalmente desiludidos com elas. São pessoas com dúvidas, incertezas e medos, que querem muito tomar as decisões certas mas nem sempre conseguem.

A história desenvolve-se lentamente, mas isso não torna a leitura cansativa como por vezes acontece. A história de Artur e Morgaina é apaixonante e Bradley tem uma escrita maravilhosa. É uma leitura que delicia qualquer um e vale muito, muito a pena!!

Estou cativada e vou continuar com os volumes seguintes.

Livro muito recomendado!

Livro na Wook

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