O Zahir – Paulo Coelho

“Mas vi que na guerra, por mais paradoxal que seja, as pessoas estão felizes. O mundo, para elas, tem um sentido. Como disse antes, o poder total, ou o sacrifício por uma causa, dá um significado às suas vidas. Elas são capazes de amar sem limites, porque já não tem nada a perder. Um soldado ferido de morte nunca pede à equipa médica: “Por favor, salvem-me!” As suas últimas palavras são geralmente: “Digam ao meu filho e à minha mulher que os amo.” No momento de desespero, eles falam de amor.”

“…a liberdade absoluta não existe: o que existe é a liberdade de escolher qualquer coisa, e a partir daí estar comprometido com essa decisão.”

“Quando não tive nada a perder, recebi tudo. Quando deixei de ser quem era, encontrei-me a mim mesmo. Quando conheci a humilhação e mesmo assim continuei a olhar para a frente, entendi que era livre para escolher o meu destino.”

“…tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar.”

 

Neste livro Paulo Coelho conta-nos a história de um escritor de sucesso com um casamento que corre bem e que, por isso, se considera um homem feliz. Até que, de uma dia para o outro, a mulher desaparece.

Terá sido raptada? Terá a sua arriscada profissão de jornalista levado ao seu sequestro? Ou será que decidiu simplesmente partir? Poderá ela ter abandonado o marido sem sequer avisar?

E este marido, este escritor de renome que na verdade traía a mulher, poderá ser o culpado do desaparecimento, como a policia suspeita logo de inicio? Ou terá só sido abandonado? Será ele capaz de seguir em frente sem saber ao certo porque desapareceu a mulher que ama?

O escritor acaba por partir em busca de Esther, a sua esposa desaparecida, e essa viagem depressa se torna numa viagem de autoconhecimento.

Mais uma vez Paulo Coelho brinda-nos com uma história incrível, cheia de ensinamentos, e com uma escrita quase poética. Não consegui no entanto sentir muita empatia com o escritor da história, que parte nesta viagem em busca da esposa desaparecida. Não no sentido de achar que a personagem está mal construída, porque a personagem é perfeitamente credível, mas simplesmente porque não gostei da personagem em si, enquanto pessoa. Não consigo simpatizar com ele. É muito mais fácil, para mim, simpatizar com a esposa desaparecida. Sem desmerecer, claro, a história do escritor abandonado.

Não é um dos melhores livros deste autor, mas ainda assim é uma boa leitura.

Livro recomendado.

Livro na Wook

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