6 Dicas para Escritores Iniciantes [Quero Ser Escritor, e Agora? ]

Como apaixonada que sou pela arte da escrita (e pela leitura) hoje resolvi trazer-vos alguns truques, para aqueles que querem escrever e gostam destas coisas. Este é o primeiro de uma série de posts sobre o tema, que virão aos poucos pingando aqui no blog.
Espero que gostem e boa escrita!

 

Ler, Ler Muito

Quando alguém me diz que quer ser escritor mas não gosta de ler, até me dói na alma. Eu já vi muitas pessoas defenderem que uma coisa não tem nada a ver com outra. Mas cá entre nós, tem sim! Pelo menos se a pessoa pretende que o que escreve seja lido!
Como pode alguém que nunca lê nada dos outros, conseguir escrever algo que os outros gostem de ler? A leitura desenvolve várias capacidades. Ensina a “escrever fluentemente”, ajuda a não dar erros e abre muitos horizontes, o que ajuda no desenvolvimento das histórias.

 

 

Escrever

A melhor maneira de começar a escrever alguma coisa realmente boa, é, simplesmente, escrever. E não pensem que quando começarem a escrever vai sair imediatamente dali uma obra prima, capaz de ganhar um prémio nobel! Normalmente, quando se começa, o que escrevemos não presta para nada. Desculpem, mas é verdade.
No entanto, o importante na arte da escrita é escrever. Se no inicio não prestar, tudo bem. É treino, e o que importa é treinar. E isso leva-nos à dica seguinte.

 

 

Prática, muita prática

Certa vez, numa aula de escrita criativa, o professor disse-nos que um bom escritor, para ser realmente bom, tem de escrever pelo menos 5 horas por dia. Não sei se é verdade ou não, mas ficou-me na memória.
Muitos dizem que para se ser escritor é preciso talento. Bem, o talento dá jeito, claro. Mas só o talento não basta.
Para se ser bom a escrever (ou em qualquer outra coisa, verdade seja dita), o mais importante é praticar. Praticar muito, todos os dias, e nunca desistir!
Uma criança pode ter uma aptidão impressionante para a música, um talento inato, mas se nunca praticar nunca vai ser um músico. Por outro lado, uma criança que não tenha grande talento mas cujo maior sonho é ser músico, se se aplicar e treinar, treinar, treinar, vai conseguir ser músico. Vai ter de trabalhar duro, vai ficar cansado e ter vontade de desistir em alguns dias, mas vai conseguir!
Com a escrita funciona da mesma maneira. É um processo continuo de aprendizagem e só podemos realmente aprender tentando, falhando e continuando. Por isso, se querem ser escritores, o mais importante é escreverem. Treinarem, praticarem muito! Nunca desistir do sonho. E mesmo naqueles dias em que falta vontade, parem, respirem, sentem-se em frente ao papel (ou ao pc, não sei onde escrevem) e escrevem. Dêem a vocês próprios uma conta mínima de palavras diárias. E escrevam, mesmo que às vezes o que escrevem não faça muito sentido. Mas pratiquem!

 

 

Escrita criativa e muitos, muitos exercícios

Ainda na mesma linha de pensamento da dica anterior, agora falamos dos exercícios de escrita criativa. Muitas pessoas julgam estes exercícios e os próprios cursos e livros de escrita criativa verdadeiramente inúteis. Antes, eu também pensava assim. Os primeiros exercícios de escrita criativa que vi pareceram-me completamente abstractos. Até começar a fazê-los…
Fazer este género de exercícios e cursos é escrever coisas que nunca pensámos escrever, seguindo regras que nunca pensámos seguir, usando dicas de que nunca tínhamos ouvido falar. É difícil, muitas vezes, mas verdadeiramente inspirador, porque nos faz sair realmente da nossa zona de conforto e pensar fora da caixa. Por vezes saem coisas muito boas deste género de prática literária.

 

 

Evitar o perfeccionismo

Se é uma pessoa muito perfeccionista vai ter tendência para ler tudo o que escreveu no fim de cada parágrafo e, provavelmente, alterar metade. Vai querer ir ao dicionário procurar palavras novas que provavelmente acabam por ser mais complicadas e vai pensar mil e quinhentas vezes em cada frase.
Tudo isso são coisas que matam a narrativa. É muito mais bonito algo que até não é perfeito, mas que sai naturalmente. Algo real, com virtudes e defeitos. Além disso, se usar de todas essas complicações ao escrever, vai acabar farto de escrever e as hipóteses de desistir vão ser maiores. Um pouco de perfeccionismo e preocupação narrativa não fazem mal a ninguém, mas cuidado com os exageros! Não se pressione!

 

 

Agarre os leitores

Não vale a pena escrever uma introdução de 50 páginas cheia de descrições intermináveis se os leitores desistirem da leitura na página 5. Por isso, e embora isto possa ser mais difícil do que parece,  tente agarrar os leitores. Como? Simples. Não escreva para eles! Escreva uma história que você próprio ia gostar de ler, se fosse escrita por outra pessoa. Pegue no seu texto, liberte a sua mente, imagine-o escrito por alguém que nunca viu e não sabe quem é e tente perceber se está interessante. Se não conseguir ser tão imparcial (não é fácil, nada fácil, sim) então peça a alguém para o ler. Mas não à sua mãe! Alguém minimamente imparcial!

 

2 comments

  1. Interessante post.
    De tudo o que referes eu destaco é a prática e a insistência. Aliás, em tudo, para sermos bons há que trabalhar duro e insistir.
    Eu inspiro-me muito em dois portugueses: José Saramago e Cristiano Ronaldo.
    Os dois chegaram ao topo do mundo com o seu trabalho duro e insistente.
    De Ronaldo nem vou referir nada porque decerto deves conhecer o seu discurso, mas Saramago escrevia abstinadamente 8 horas por dia. Depois junto um outro pormenor que acredito ser também muito importante. A juntar ao trabalho árduo há que ter um ritmo certo, algo como x páginas por dia. Todos os grandes escritores referem isso, ter uma disciplina própria, faça chuva ou faça sol, mas escrever sempre naquele ritmo.
    Por último, e antes que me esqueça, fiquei interessado nesses exercícios de escrita criativa.

    Liked by 1 person

  2. 8 horas por dia é impressionante, mas sem dúvida que o trabalho árduo é fundamental sim. Muito trabalho e muita disciplina!
    No que toca à escrita criativa, se quiseres experimentar, destaco o Escrita em dia da Margarida Fonseca Santos (há na biblioteca) e do blog dela 77palavras.blogspot.com

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s