Três livros que mereciam uma nova edição em português

Olhos D’Água
Conceicao Evaristo

Livro Físico

Em Olhos d’Água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na frágil vara que, lemos no conto O Cooper de Cida, é a corda bamba do tempo. Em Olhos d’Água estão presentes mães, muitas mães. e também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.

Às Mulheres Portuguesas
Ana de Castro Osório

Livro Físico

Em Às mulheres portuguesas Ana dirige-se, tal como o título diz, directamente a todas as mulheres portuguesas. Esta obra é o primeiro manifesto feminista português. Aqui, ela tenta alertar as mulheres para a importância da educação feminina e da sua independência financeira. Segundo Ana, até para ser uma dona de casa era essencial que a mulher tivesse alguns estudos e educação, para melhor poder educar e instruir os filhos, não se permitind ser intelectualmente inferior a eles. Passa por temas como a educação, o trabalho, a maternidade e o casamento mas também por outros mais vastos como as mulheres e a política e a situação do povo.

Les Sorcieres Feiticeiras
Maria Teresa Horta

Livro Físico

Le poème de Maria Teresa Horta, dans sa version originale, nous emporte au coeur de l’univers troublant des sorcières, sensuelles et impudiques, à travers une écriture teintée d’audace et d’engagement. Antonio Chagas Rosa a mis en musique ce texte, sous la forme d’un conte chanté en portugais, où les pouvoirs magiques des femmes opposent une résistance farouche aux pouvoirs institués, représentés par les inquisiteurs. Véritable allégorie de la terre et de ses traditions, mais aussi critique de toutes les formes de répression et de persécution, ce poème-conte nous permet de pénétrer la culture portugaise et sa dramaturgie offre un réel souffle de liberté.

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