Livro Físico
“Dói como se eu fosse a prova viva da dor. Dói amar-te e não te ter. Dói querer-te e não poder. Rasga-me por dentro ter-te na ponta dos dedos e não te tocar.”
“Ama-me hoje, como se não fosse o último dia, mas como se fosse o primeiro e único dia do nosso amor. Não percas tempo a pensar no que será de nós daqui a cinco ou dez anos, se calhar já não seremos nada um para o outro. Mas antes que esse dia chegue, se chegar, vamos garantir que vivemos tudo um com o outro, que experimentamos tudo um com o outro e que sentimos tudo o que poderiamos sentir um pelo outro.”
Raul Minh’alma nasceu a 29 de junho de 1992 em Marco de Canaveses. É licenciado em Engenharia Mecânica na FEUP e publicou o seu primeiro livro em 2011.
Larga quem não te agarra não é o meu tipo de leitura habitual. Resolvi experimentar esta leitura porque sei que tem sido um sucesso e achei que devia tentar. Mas não se vai tornar numa leitura habitual.
Larga quem não te agarra é um livro que não tem história. A sensação que tive era a de que estava a ler o diário de um adolescente apaixonado. Sim, os textos são muito bonitos e tocantes, muito bem escritos e a leitura é fácil e rápida. São bons textos para quem procura isso mesmo: uma divagação amorosa. Mas nada mais.
Não há uma história. Não sabemos porque o narrador diz as coisas que diz. Não tem um começo, meio ou fim. A ordem dos textos poderia ser outra, que seria a mesma leitura.
Não é mau. Só não é algo que eu goste ou esteja habituada a ler. É claramente um livro para as massas, um livro que quem procure uma leitura fácil e leve vai gostar. Lê-se, mas não irei ler mais do género tão depressa.
Recomendadinho. 2.5*