A Rapariga do Lago – Charlie Donlea

Wook.pt - A Rapariga do Lago

Livro Físico

“Também teria medo, lera ela nos livros, e talvez demorasse meses ou anos até voltar a percorrer as ruas ou correr pela cidade. Para algumas mulheres, esses atos simples nunca mais voltariam a ser possíveis.. E uma coisa era certa: ela tinha medo, não podia negá-lo.” (pág. 157)

Charlie Donlea, de 'A Garota do Lago', se divide entre escrita e medicina |  VEJA
Charlie Donlea

Charlie Donlea nasceu e cresceu em Chicago, onde vive até hoje. Os seus thrillers são bestsellers aclamados e estão  traduzidos em 12 línguas e publicados em mais de 20 países.

Em A Rapariga do Lago conhecemos Kelsey, uma jornalista que após passar por uma fase difícil é enviada para uma pequena cidade onde uma jovem estudante de direito foi brutalmente assassinada, para investigar o caso; e Becca Eckersley, a jovem assassinada, que parecia ter a vida perfeita. É uma narrativa que se divide entre o passado, em que conhecemos a história de Becca, e o presente, em que vemos Kelsey investigar e desvendar o crime.

A leitura deste livro é fácil e saborosa. É um daqueles livros que nos agarra do início ao fim. A história é boa e deixa-nos mesmo na dúvida sobre quem será o assassino. O leitor fica curioso, suspeita ora de um ora de outro e de vez em quando apanha uma ou outra surpresa que vale bem a pena.

Ainda assim não é o melhor thriller de sempre. Uma jovem estudante de vida perfeita brutalmente assassinada e uma jornalista a investigar o caso não é propriamente uma premissa inovadora. Mas é o que é.

Admito que existiram duas coisas que me deixaram de pé atrás nesta leitura: a mania das personagens estudantes universitárias de direito dizerem “iá” a tudo (porque não um “sim”? porquê?), algo que para mim lhes tirou muita credibilidade e me dificultou a concentração (sou maniaca com o português, sim…); e a incrível tendência das personagens envolvidas na investigação de contarem tudo a toda a gente! Kelsey começa a história com intenções de ser cuidadosa mas conta a todos porque está naquela terra; o policia conta-lhe tudo e entrega-lhe documentos; o médico leva-a a ver autópsias e documentos médicos; ela conta os seus segredos à quase adolescente que conheceu dois dias antes…. a sério, alguém faz isso na vida real?

Entretanto, eu não entrei na leitura desta obra à espera de ler uma obra prima. Queria só algo leve, para entreter, e o livro cumpre bem essa função. O final surpreendeu-me, não pelo desvendar do assassino, mas porque apesar do crime ser desvendado há algo que fica ali pendente e me deixou muito curiosa. É ao mesmo tempo um final fechado e um final aberto e gostei muito dessa pequena surpresa.

Recomendado. 3,5*

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