Dez livros sobre o 25 de Abril

A Revolução de 25 de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos ou Revolução de Abril, deu-se em 1974 e depôs o Regime do Estado Novo, acabando com mais de 40 anos de ditadura em Portugal. Hoje, temos para vocês uma lista de 10 livros que nos falam deste evento tão marcante na história do nosso país.

 

A Culpa Foi da Revolução – Manuela de Sousa Rama

Wook.pt - A Culpa Foi da Revolução

Baseado em acontecimentos históricos, o romance histórico de Manuela de Sousa Rama narra a história da vida de uma mulher, da sua família e dos que lhe são próximos. Fala dos sucessos, ilusões e desilusões, amores e desamores que espelham o clima vivido em Portugal desde um pouco antes do 25 de Abril de 1974 até ao seu fim técnico, em 1982 com a extinção do Conselho de Revolução. Acompanhando o processo revolucionário, conta se, também, o reflexo daquele na imprensa portuguesa, com incidência numa das maiores, senão a maior, empresa jornalística nacional, a Sociedade Nacional de Tipografia, profundamente abalada pelos ditames do processo revolucionário, muitas vezes cego e injusto. Das páginas deste livro o leitor salta para as páginas dos jornais da época, e com eles para os desafios de um país prestes a entrar num novo e desafiante capítulo.

 

História do Povo na Revolução Portuguesa – Raquel Varela

Wook.pt - História do Povo na Revolução Portuguesa - 1974-75

A luta política assume nas sociedades contemporâneas, em condições de calendário eleitoral estável, essencialmente, a forma da luta entre os partidos. Quando uma revolução se coloca em movimento, no entanto, tudo pode ser subvertido, porque milhões de pessoas inactivas ou até desinteressadas despertam para a luta social. Este livro apresenta-nos uma rigorosa investigação sobre a revolução portuguesa que ambiciona dar voz aos que não tiveram voz. Nos livros de história eles são, não poucas vezes, invisíveis. Mas são os rostos comoventes destas grandes massas populares que oferecem sentido àquelas maravilhosas fotografias da revolução portuguesa. Anónimos, os seus retratos nas manifestações dizem-nos tudo o que precisamos de saber sobre a esperança e a frustração, a fúria e o medo, o entusiasmo e a ilusão, e tudo aquilo que oferece grandeza à vida e não cabe em palavras. Foram eles que fizeram a revolução. Nas páginas deste livro bate um coração que tem respeito e admiração por essa gente.

 

Capitãs de Abril – Ana Sofia Fonseca

Wook.pt - Capitãs de Abril

O amor colocou-as no centro da revolução que derrubou 40 anos de ditadura em Portugal. E elas cumpriram o seu papel. Em casa, para que a liberdade chegasse à rua. Lutaram nas fileiras da conspiração, dando cobertura a reuniões clandestinas, passando à máquina manifestos, instigando a revolta ou simplesmente “assobiando” para o lado como quem não vê o golpe em marcha. Esta é a história das mulheres dos capitães de Abril. Dina Carvalho foi à guerra, soldado sem bala, com os três filhos à mercê de bombardeamentos. Ateou o mais que pôde o movimento dos capitães. Depois, ajudou Otelo a preparar o plano de operações – ela a tricotar no carro para ele tirar as medidas ao forte de Caxias. Natércia Salgueiro Maia passou a noite de 24 de Abril colada ao rádio. Tantas tardes, ela e Fernando a trautearam Zeca Afonso, e agora a canção como ordem na parada. Pela janela, viu a coluna deixar Santarém. Teresa Alves tremeu a madrugada inteira, não havia cobertores capazes de calarem o frio. A ironia da vida congelava-lhe as entranhas, era filha do Chefe de Estado-Maior da Armada e mulher de um dos líderes do movimento. Aura Costa Martins passou a noite no Mini do namorado, os dois às voltas pela cidade, granadas e uma metralhadora no banco de trás. Gabriela Melo Antunes, menina da fina-flor açoriana, andava nos escritos da PIDE, por comungar “dos ideais” do marido era suspeita. Esta é também a história da única mulher que leu um comunicado do MFA e da mulher que, sem saber, deu nome à revolução, com os seus cravos nos canos das armas. A jornalista Ana Sofia Fonseca, autora de Angola Terra Prometida, conta-nos a revolução dos cravos no feminino, com os seus heróis revelados na intimidade da família. Os momentos decisivos, a última noite, o primeiro dia de liberdade. Num país de homens, as mulheres dos militares de Abril lutaram com as armas que tinham. São personagens de um dos mais importantes acontecimentos do século XX português. Todas elas, cada uma à sua maneira, protagonistas na sombra.

25 de Abril – Roeiro da Revolução – José Mateus, Raquel Varela e Susana Gaudêncio

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Terminou no dia 25 de Abril de 1974 a ditadura do Estado Novo.
Um grupo de oficiais das Forças Armadas pegou em armas e depôs um regime há muito decadente. Contra os vários apelos do MFA para que as pessoas ficassem em casa, tem início um processo que ficará conhecido como Revolução dos Cravos. Nesta obra podemos ver tudo o que aconteceu.

 

Os Cinco Pilares da PIDE – Irene Flunser Pimentel

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A prestigiada historiadora Irene Flunser Pimentel apresenta-nos um retrato rigoroso de cinco das principais figuras que marcaram a PIDE/DGS pelas suas actividades, atitudes e tomadas de decisão: Barbieri Cardoso, Álvaro Pereira de Carvalho, José Barreto Sacchetti, Casimiro Monteiro e António Rosa Casaco.

 

Esquecidos de Abril – Fábio Monteiro

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Seis nomes sem biografia, encontrados no virar de uma página, são como seis cadáveres desconhecidos. Objectos de curiosidade mórbida e de indignação momentânea, que depressa acabam esquecidos. A 25 de Abril de 1974, cinco portugueses, quatro civis e um funcionário da PIDE, morreram na rua António Maria Cardoso; no dia seguinte, um agente da PSP foi assassinado no Largo de Camões. Fala-nos de João Guilherme de Rego Arruda, José James Harteley Barneto, Fernando Luís Barreiros dos Reis, Fernando Carvalho Giesteira, António Lage e Manuel Cândido Martins Costa. Esquecidos em Abril é uma investigação jornalística que dá corpo à memória dos mortos do golpe de Estado, pela primeira vez em 45 anos, expondo o mito da Revolução sem Sangue, que habita grande parte da consciência colectiva nacional. Nem todo o encarnado do “dia inicial inteiro e limpo” pertenceu aos cravos nos canos das espingardas.

 

Inimigos de Salazar – Irene Flunser Pimentel

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Republicanos e monárquicos, militares e civis, comunistas e socialistas, fascistas e católicos, estudantes e operários. Todos tentaram em vão derrubar Salazar. Por que razão a oposição não conseguiu derrubar o regime durante tantos anos?
O que dividia as diversas forças políticas da oposição? Quais os mais audazes contra Salazar? Os planos, as lutas e as conspirações; os golpes, as revoltas e as greves; as prisões, as evasões, as deportações e os assassinatos.

 

António de Oliveira Salazar: o outro retrato – Jaime Nogueira Pinto

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Livro recomendado pelo plano nacional de leitura para apoio a projectos relacionados com a História de Portugal no Ensino Secundário. «Eu tinha 22 anos quando Salazar abandonou o governo, em 27 de Setembro de 1968, e 24 quando ele morreu, em 27 de Julho de 1970. (…) Na memória tenho aquela voz característica, com convicção mas ainda clerical e guardando sempre um fundo de pronúncia beirã.» Durante 40 anos, António de Oliveira Salazar comandou os destinos de Portugal. Mais de três décadas após a sua morte, o seu nome continua a suscitar polémica. Defendido por uns, acusado por outros, idolatrado ou odiado, símbolo de uma época de ouro recordada com saudade ou da estagnação e do «atraso português»?

 

Os Últimos Presos do Estado Novo – Joana Pereira Bastos

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Depois de uma curta «Primavera Marcelista», o País assistiu a uma escalada da violência contra todos os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundas de diferentes classes sociais, foram presas e violentados pela PIDE. No forte de Caxias, muitas eram sujeitas às mais sofisticadas e brutais formas de tortura, ensinadas através de um manual entregue pela CIA à polícia política portuguesa, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril. Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres detidos em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar – seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera no Chile, da direita mais radical? Atrás das grades, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida durante horas a fio. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 – dois dias depois da revolução que pôs termo a 48 anos de ditadura.

 

Homossexuais no Estado Novo – São José Almeida

Wook.pt - Homossexuais no Estado Novo

Esta é uma primeira tentativa de abordagem do que foi a realidade dos homossexuais em Portugal durante praticamente todo o século XX, ou seja, desde que a jovem Primeira República, enquadrada pela psiquiatria, coloca sob a alçada da lei os crimes contra a natureza até que estes o deixam de ser, em 1982. O que era ser homossexual em Portugal? O que é viver uma condição estigmatizada e estigmatizante, em que não há identidade, tão-só uma afectividade e uma sexualidade, quase sempre clandestinas?

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