Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis – Augusto Cury

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“As mulheres inteligentes sabem que o amor não é um produto acabado. A frase ‘ou se ama ou não se ama’ é de origem psiquiátrica e psicologicamente superficial. O amor cultiva-se, o amor aperfeiçoa-se, o amor estimula-se. O amor morre, mesmo sendo real. E ainda renasce, mesmo estando morto. O amor não é genético, não se nasce a saber amar, aprende-se a amar.”

“No século XX, os homens deram às mulheres liberdade para vota, estudar e trabalhar. Então vocês foram longe. Por terem um pensamento abstrato mais aguçado que o dos homens e um raciocínio multifocal mais penetrante, capaz de observar por múltiplos ângulos um mesmo problema, alcançaram em média um melhor desempenho intelectual. Têm brilhado assim nas aulas e no teatro das empresas. Apesar de darem um banho de competência aos homens, devido aos nossos preconceitos, têm de trabalhar muito mais para provar a vossa eficiência. E, infelizmente, os vossos ordenados nem sempre são iguais aos dos homens que desempenham as mesmas funções.”

“Do ponto de vista educacional, em todas as escolas de todas as nações, os alunos deveriam ser ensinados a respeitar o próprio corpo, a valorizar o seu património genético e psíquico e a perceber  que a beleza não pode ser padronizada, comprada ou vendida. A beleza está nos olhos de quem vê. O que mais doía às mulheres negras  no tempo da escravatura era os seus filhos nascerem escravos. As mulheres inteligentes devem perceber que hoje em dia os seus filhos nascem livres, mas mesmo em sociedades democráticas podem tornar-se escravos.”

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Augusto Jorge Cury é um psiquiatra, psicanalista, professor e escritor brasileiro. Nasceu em Colina em 1958 e os seus livros foram publicados em mais de 70 países, com mais de 25 milhões de livros vendidos só no Brasil. É o autor da Teoria da inteligência multifocal, que também refere na presente obra e um dos autores contemporâneos mais consagrados dentro da sua área.

Neste livro o autor propõe-se a uma análise profunda sobre as mulheres: as suas relações, os seus medos, as suas inseguranças, os seus dejeos. Explica que cada mulher tem o poder de se transformar a si própria e tornar-se autora da sua própria história.

Este não é o meu género de leitura mais frequente, mas ainda assim gosto de espreitar alguma coisa de vez em quanto e o Augusto Cury é sem dúvida um autor de referência no meio. Não posso dizer que tenha concordado com tudo o que ele diz, a forma como ele “identifica 14 tipos de mulheres” faz-me sentir um tanto ou quanto categorizada em demasia, mas ainda assim ele realça alguns pontos úteis que todos nós (mulheres e homens) devíamos ter em consideração.

Para mim o mais importante é nunca esquecer que cada um de nós é o autor da sua própria história.

Este livro tem também alguns bons conselhos no que toca a relacionamentos interpessoais, que tanto podem servir para relações amorosas como para qualquer outro tipo de relação. A verdade é que no mundo actual, onde falarmos uns com os outros é cada vez mais fácil, a real comunicação é cada vez mais deixada para trás. E a empatia, a compaixão, o perdão, o pôr-se no lugar do outro, então, nem se fala…

No geral foi uma leitura agradável, que recomendo!

3*

Livro na Wook

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