Filmes e séries preferidos do primeiro semestre de 2023

A Baleia [2022]

Charlie é um professor de inglês que está impossibilitado de sair de casa devido ao seu peso. Doente e sabendo que vai morrer em breve, Charlie decide tentar retomar contacto com a filha adolescente Ellie, de quem se afastou quando ela tinha oito anos. E então os segredos começam a vir à tona…

Tenho sempre algum receio de ver filmes que, por um ou outro motivo, tenham sido muito aclamados. Entro sempre com um pé atrás, não querendo criar grandes expectativas porque a tendência é sempre sair desiludida.

Este filme surpreendeu-me. É completamente avassalador, de tirar o fôlego. É uma história dura, pesada, que marca e surpreende. Uma história que nos traz vários temas difíceis, que nos fala de amor e de perdão, de vida e de morte. Que nos mostra o que de mais cru e cruel há na humanidade, sem nos tirar totalmente a esperança.

Maravilhoso. 5*. Provavelmente um dos preferidos do ano.

As Lutadoras [2023]

França, 1914. Em plena primeira gerra mundial os destinos de Marguerite, Caroline, Agnes e Suzanne cruzam-se. Uma enfermeira feminista, uma prostituta em busca do que tem de mais importante para si, uma mãe trabalhadora e uma madre superiora dividida entre o dever e o amor.

A sinopse pode parecer simples. E a verdade é que são apenas 8 episódios, que sabem realmente a pouco. Mas há de tudo nesta série: o medo e o horror da guerra, o papel da mulher e a luta feminista, o amor entre duas mulheres e o amor entre homem e mulher. Há esperança, luta e fé e estas quatro personagens femininas conquistam-nos com uma força incomparável. 5*

O Menu [2022]

Mais de 1200 dólares por pessoa. É esse o preço deste jantar, que se come numa ilha isolada, feito por um chefe de renome mundial e a sua equipa. Mas o que tinha tudo para ser a noite mais chique da vida de Margot depressa começa a tomar contornos assustadores.

Eu digo muitas vezes aqui quando falo dos filmes que a história é mais do mesmo. Bem, isso com certeza não acontece com O Menu. Surpreendeu-me. E apesar da premissa ser um pouco estranha, talvez em demasia, eu admito que adorei. É diferente, inusitado, original. Boas representações, uma história curiosa e bem construída.

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