Dez livros de autores angolanos que não pode perder

A Vida Verdadeira de Domingos Xavier
José Luandino Vieira

Livro Físico

Domingos António Xavier, o tractorista, nunca fizera mal a ninguém. Só queria o bem do seu povo e da sua terra. E por lhes querer bem não falou os assuntos do seu povo nem se vendeu.
E por lhes querer bem o mataram. E por isso, no dia da sua morte, ele começou a sua vida de verdade no coração do povo angolano.

O Quase Fim do Mundo
Pepetela

Livro Físico

E se a vida animal de repente desaparecesse da Terra, excepto num pequeno recanto do mundo e em doses mínimas? Talvez as causas se conheçam depois, mas o que importa é a existência de alguns seres, aturdidos pelo desaparecimento de tantos, e procurando sobreviver. É sobre estes sobreviventes e as suas reacções, desejos, frustrações mas também pequenas/grandes vitórias que trata este romance. Detalhe importante: o recanto do mundo que escapou à hecatombe situa-se numa desgraçada zona da desgraçada África. O que permitirá questionar as relações contemporâneas no velho Mundo.

Os Vivos e os Outros
José Eduardo Agualusa

Livro Físico

José Eduardo Agualusa nunca foi tão longe no lirismo da sua prosa – nem, ao mesmo tempo, no desenho de personagens tão reais que parecem inventadas. Para onde vamos depois do fim? Talvez para uma pequena ilha, pois, como diz uma das personagens deste romance, «depois que o mundo acabar, recomeçará nas ilhas». Daniel Benchimol, personagem de A Sociedade dos Sonhadores Involuntários e Teoria Geral do Esquecimento, regressa logo na primeira página do novo livro de Agualusa. O cenário é o da beleza única e mágica da Ilha de Moçambique – onde decorre um festival literário que reúne três dezenas de escritores africanos que, na sequência de uma violentíssima tempestade no continente (e de um evento muito mais trágico, que só depois se revelará), permanecerão totalmente isolados durante sete dias. Mas a história leva-nos mais longe: a uma série de estranhos e misteriosos acontecimentos, que colocam em causa a fronteira entre realidade e ficção, passado e futuro, a vida e a morte, e inquietam os escritores e a população local.

Como Veias Finas na Terra
Ana Paula Tavares

Livro Físico

Novo livro de uma das poetisas mais reconhecidas de Angola. Os referentes temáticos são africanos, mas são tratados de uma forma universal e intimista, através de uma escrita delicada, depurada, imagética.

Os Transparentes
Ondjaki

Livro Físico

Ondjaki, o escritor angolano já bem conhecido do público por obras como o assobiador (2002), quantas madrugadas tem a noite (2004), os da minha rua (2007), AvóDezanove e o segredo do soviético (2008), entre outros títulos, sempre colocou Angola, e em particular Luanda, de onde é natural, no centro da sua escrita. Com o presente romance, de novo aparece Luanda – a Luanda atual do pós-guerra, das especificidades do seu regime democrático, do «progresso», dos grandes negócios, do «desenrasca» – como pano de fundo de uma história que é um prodígio da imaginação e um retrato social de uma riqueza surpreendente. Combinando com rara mestria os registos lírico, humorístico e sarcástico, os transparentes dá vida a uma vasta galeria de personagens onde encontramos todos os grupos sociais, intercalando magníficos diálogos com sugestivas descrições da cidade degradada e moderna.

O Vento que Desorienta o Caçador
Arnaldo Santos

Livro Físico

Apanhado de surpresa entre dois factos que representam uma ruptura na história do povo angolano independente (o Acordo de Bicesse, entre o MPLA e a UNITA, e as primeiras eleições multipartidárias), um grupo de jovens, sobreviventes de uma longa guerra, procura o modo de fazer face à incerteza que se instala nesse momento. De origens diversas, de experiências diferenciadas, todos sentem, porém, que a solução para as suas vidas futuras se jogará naqueles momentos de pausa. O sentido mais agudo é, assim, o da urgência. Embarcam então no que, ao tempo, se perfilava como uma solução imediata: o garimpo de diamantes, a camanga… Motivações, intrigas e pressentimentos iluminam essa urgente busca de riqueza como salvação de suas vidas soltas repentinamente pelo cessar da guerra. Mas no interior das personagens vai-se desenvolvendo também o inevitável confronto das suas acções com as suas consciências, das suas necessidades com seus valores. O Vento Que Desorienta o Caçador é, afinal, o desatado vento da História soprando, indiferente, sobre a efémera vida dos homens.

Como se o Mundo Não Tivesse Leste
Ruy Duarte de Carvalho

Livro Físico

Ruy Duarte de Carvalho nasceu no ano de 1941, em Portugal. Naturalizado angolano desde que em 1975 passou a haver cidadania angolana. Regente agrícola de formação, trabalhou na cultura do café no norte e centro de Angola e na criação de ovelhas caraculo no sul. Realizou filmes para a televisão e para o instituto de cinema angolanos. Em 1982 obteve com um filme, Nelisita, o diploma da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais em Paris e doutorou-se também aí, em 1986, em antropologia social e etnologia. A partir de 1987 ensinou antropologia social nas universidades de Luanda em Angola, de São Paulo no Brasil e de Coimbra em Portugal. Tem publicadas cerca de duas dezenas de livros de poesia, ficção, narrativa e ensaio. Iniciou a sua obra poética com Chão de Oferta (1972). Em 2005 publicou Lavra – poesia reunida 1970/2000. Na ficção, publicou Como se o mundo não tivesse leste (1977), Os papéis do Inglês (2000), Paisagens propícias (2005) e Desmedida (2006). É ainda autor de Vou lá visitar pastores (1999), vasto fresco sobre os kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de Angola, e dos ensaios Actas da Maianga. Dizer da(s) guerra(s) em Angola (2003) e A câmara, a escrita e a coisa dita… Fitas, textos e palestras (2008).

Na Leveza do Luar Crescente
Arlindo Barbeitos

Livro Físico

“Poeta, ficcionista, docente universitário, Arlindo Barbeitos nasceu em 1940, em Catete, província do Bengo, Angola. Detentor de alguns graus académicos em Sociologia e Antropologia, conclui neste momento o doutoramento em Antropologia (História Colonial) na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Foi participante activo na luta de libertação nacional, tendo inclusivamente estado na guerrilha. Este facto, e o exílio a que foi obrigado, particularmente na então Alemanha Federal, marcaram de forma determinante a sua poesia. Traduzido em várias línguas e incluído em numerosas antologias angolanas e estrangeiras, referenciam-se as seguintes obras: «Angola Angolê Angolêma. Poema», Lisboa, Sá da Costa Ed., 1975; «Nzoji (Sonho). Poemas», Lisboa, Sá da Costa Ed., 1979; «O Rio. Estórias de Regresso» (contos), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985; «Fiapos de Sonho», Lisboa, Vega, 1990. Todos estes títulos foram também publicados em Angola, Luanda, sob a chancela da União dos Escritores Angolanos, de que Arlindo Barbeitos é membro.”

Teoria Geral do Esquecimento
José Eduardo Agualusa

Livro Físico

Durante os tumultos da véspera da independência de Angola, uma mulher portuguesa, Ludovica Fernandes Mano – aterrorizada com os acontecimentos – decide proteger-se e isolar-se no seu apartamento. Ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício – do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobrevive a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Morre em Luanda, na Clínica Sagrada Esperança (curiosamente, o título de um livro de poemas de Agostinho Neto), na madrugada de 5 de outubro de 2010, contando oitenta e cinco anos. Durante esses trinta anos, Ludovica («Ludo») escreve um diário, vários poemas e um vasto conjunto de reflexões sobre esse período – além de desenhos a carvão nas paredes do apartamento. Tudo registado em cadernos e papéis que Sabalu Estêvão Capitango ofereceu ao narrador deste livro.

Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito
Ondjaki

Livro Físico

Neste exercício literário sob a aparência de texto teatral, a reflexão bem-humorada explica muitos dos fatores da convivialidade africana em território europeu.
Estamos perante um exercício puro de ficção e de liberdade: o autor dá voz aos africanos que vivem e viveram em Portugal, de um modo arejado e digno. O lado humano dos personagens africanos sobrepõe-se às suas nacionalidades, mas não aos seus costumes. Ondjaki deu-nos um texto cómico e sério, como se fosse um simples abraço a todos os que celebram a língua portuguesa de cada um. Abderrahmane Ualibo, jornalista e poeta

[Sinopses de wook.pt]

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