Memórias do Cárcere – Camilo Castelo Branco

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Camilo Castelo Branco - Pensador
Camilo Castelo Branco

Camilo Castelo Branco nasceu a 16 de março de 1825 em Lisboa e faleceu a 1 de junho de 1890 em Vila Nova de Famalicão. É um dos mais reconhecidos autores portugueses, tendo sido o primeiro a conseguir viver inteiramente dos direitos autorais das suas obras. Uma das suas obras mais reconhecidas é Amor de Perdição.

Ana Plácido – Wikipédia, a enciclopédia livre
Ana Plácido

Ana Plácido, por sua vez, era Viscondessa de Correia Botelho e escritora, casada com Manuel Pinheiro Alves. Ana Plácido e Camilo Castelo Branco acabam por se apaixonar um pelo outro, numa época em que o adultério ainda era crime. A denúncia feita pelo marido de Ana acaba por levá-la à prisão a 6 de Junho de 1860, e a Camilo a 1 de Outubro de 1860. Ambos são presos na Cadeia da Relação do Porto, onde as condições eram miseráveis e cujo cheiro das latrinas chegava às ruas, permanecendo presos até outubro de 1961. É sobre os meses que passou na cadeia que Camilo viria a escrever mais tarde o Memórias do Cárcere.

Camilo é conhecido principalmente pelas suas obras tipicamente românticas, as histórias onde se adoece e morre de amor. Mas a verdade é que ele escreveu muito, muito mais que simples romances e mesmo esses são muitos mais do que a maioria das pessoas conhecem. Esta obra de Camilo é particularmente diferente, por serem memórias e por serem de um período tão específico e tão privado da sua vida. Ele conta muito do que viu e conheceu na prisão e fá-lo com um brilhante à vontade literário.

Foi, francamente, um dos livros de Camilo que mais gostei. Não tem dramatismo em excesso, percebe-se claramente que é baseado na realidade e é uma leitura deliciosa pela forma como está escrita. O talento de Camilo Castelo Branco para a escrita é, nesta obra, verdadeiramente notável.

Depois, claro, há a questão da prisão e dos presos. Camilo diz tudo de uma forma muito literária, quase poética, mas a verdade é que os factos estão lá e estão muito longe de ser literários ou poéticos. São histórias duras de homens culpados e inocentes, de condições más e famílias afastadas,

É um livro pesado sem ser pesado, uma obra que nos mostra bem a realidade de uma prisão portuguesa e da sua falta de condições naquela época, um livro que apaixona e provoca o leitor. Bonito, comovente, verídico e encantador.

Livro preferido! 5*

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