Cada vez mais as bibliotecas tendem a primar pela diferença. Hoje em dia uma biblioteca não pode ser só um sitio de silêncio e livros semi-parados nas estantes. É preciso haver actividades que tragam as pessoas, haver tecnologias que mostrem como as bibliotecas não ficaram paradas no século passado e, claro, haver projectos que as tornem (ainda mais) especiais. Um desses projectos é o das Bibliotecas Humanas.
A primeira Biblioteca Humana, pelo que sei, realizou-se em Copenhaga no ano 2000. Desde então este projecto já se espalhou por mais de 70 países.
Afinal, em que consiste uma Biblioteca Humana?
Uma Biblioteca Humana é uma Biblioteca com pessoas em vez de livros. Lá são as pessoas que têm histórias para contar que são consultadas e o leitor é um ouvinte. Existe um “tempo de consulta”, habitualmente meia hora ou uma hora em que as pessoas simplesmente conversam. É uma forma de promover o diálogo, e de conhecer novas histórias que de outra maneira não iríamos conhecer uma vez que não estão em livro nem sob qualquer outra forma de registo.
Como alguns exemplos de histórias que já foram contadas nestas bibliotecas temos: História de um cigano, Veterano de guerra, Filho de Sobreviventes do Holocausto, Atleta Olímpico, Menino de Orfanato, Refugiado, entre outros.
Um projecto didáctico e impressionante, que mais que qualquer outra coisa promete ensinar aos leitores a “não julgar um livro pela capa”!